CAPB
CAPB
Medicina UNIFESP
Institucional

O CAPB

História, funções, estatuto, departamentos e glossário do Centro Acadêmico Pereira Barretto.

Fundado em 1933

Criado junto da Escola Paulista de Medicina por estudantes da nova instituição.

Representação máxima

Entidade dos estudantes de Medicina da UNIFESP, independente e sem fins lucrativos.

Organização política

Inclui história, estatuto, glossário, departamentos e organização estudantil.

O que é o CAPB?

Um Centro Acadêmico representa estudantes de um curso e é legitimado pela Lei nº 7.395, de 31 de outubro de 1985, funcionando a partir da associação de estudantes.

Entre suas funções estão organizar debates, discussões, palestras, semanas temáticas, visitas técnicas, recepção de calouros, projetos de extensão, mobilizações, reivindicações políticas, mediação de conflitos e atividades culturais.

Também existem DCEs, DAs e grêmios, que exercem funções semelhantes em diferentes escalas. Essas entidades podem se relacionar com instâncias burocráticas da universidade, com diferentes níveis de autonomia e interferência institucional.

O CAPB, porém, não se define apenas por atribuições formais. Ele é construído pelas pessoas que o compõem coletivamente e pode ser instrumento de transformação da universidade e da realidade fora dela.

Seu caráter pedagógico aparece quando estudantes aprendem, na prática, as potencialidades e limites dos colegiados institucionais, debatem o comunitário e rompem com a lógica individualista que atravessa escola, universidade e carreira profissional.

O CAPB também construiu uma noção de democracia que vai além do voto e do partidarismo, reconhecendo a disputa permanente de ideias e projetos na sociedade e na vida universitária.

Por não sermos uma ilha, o CAPB se articula com CAs, DCE, DENEM, sindicatos, associações estaduais e nacionais, ampliando horizontes e reforçando o papel de estudantes como agentes políticos.

A formação histórica do CAPB

O Centro Acadêmico Pereira Barretto foi fundado em 7 de agosto de 1933 por alunos da recém-fundada Escola Paulista de Medicina, então uma instituição privada.

A EPM havia sido criada por 31 médicos e 2 engenheiros junto a estudantes aprovados no vestibular da Faculdade de Medicina de São Paulo que não tiveram vagas garantidas.

Inicialmente, o CAPB era uma entidade civil associativa dos alunos da EPM, independente financeira e politicamente. Foi fundado junto com a escola e assumiu papel importante na representação estudantil.

O Centro Acadêmico teve representatividade política na vida acadêmica e no país em uma época na qual a UNE era entidade legal com sede no Rio de Janeiro.

A história do CAPB atravessa represálias da comunidade catedráticaica, reconhecimento tardio da instituição, endividamento nos primeiros quinze anos e a autorização do presidente Gaspar Dutra para que o governo federal saldasse a dívida em 1949.

Esse processo culminou na federalização da EPM em 1956. O Hospital São Paulo, fundado em 1940 como primeiro hospital universitário do Brasil, permaneceu sob administração da Sociedade Civil Escola Paulista de Medicina, hoje SPDM.

Durante a ditadura, os Diretórios Acadêmicos foram criados pelo regime militar para esvaziar o movimento estudantil e se opor à filosofia dos Centros Acadêmicos. Em 1968, o CAPB foi invadido pelo DOPS, estudantes foram presos e o mimeógrafo usado para O Barrettinho foi apreendido.

A trajetória do CAPB também envolve dificuldades persistentes: falta de verba, falta de espaço, presença limitadora da SPDM em espaços usados por estudantes, expansão universitária precária e esvaziamento do movimento estudantil.

Funções do CAPB

  • Fornecer e compartilhar informações sobre eventos, cursos, ligas acadêmicas, reuniões, cultura, ensino médico, SUS, Ato Médico, exame do Cremesp e movimento estudantil.
  • Discutir questões do curso e da medicina: professores, provas, aulas, estrutura física e temas amplos da formação médica.
  • Representar estudantes perante departamentos, conselhos, comissões e demais órgãos da universidade.
  • Divulgar opiniões estudantis em jornais, blog, listas de e-mail e outros meios de comunicação do CAPB.
  • Participar do movimento estudantil de medicina em encontros regionais e nacionais, conhecendo outras faculdades e lutando por melhorias.
  • Promover cursos, palestras, saraus, festivais, exibição de filmes e atividades culturais que contribuam para formação crítica.

Tecla SAP CAPB

ADUNIFESP
Associação dos Docentes da Unifesp
AMEREPAM
Associação dos Médicos Residentes da Escola Paulista de Medicina
APG
Associação dos Pós-Graduandos
CAE
Conselho de Assuntos Estudantis
CCM
Comissão do Curso Médico
CSP
Campus São Paulo
CONSU
Conselho Universitário
CR-DCE
Conselho Representativo do DCE
DCE
Diretório Central dos Estudantes
DENEM
Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina
UEE
União Estadual dos Estudantes
UNE
União Nacional dos Estudantes
SINTUNIFESP
Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos Administrativos da Unifesp

Estatuto do CAPB

Denominação, duração, sede e fins

O CAPB é associação civil sem fins lucrativos, sem filiação político-partidária ou religiosa, livre e independente de órgãos públicos ou governamentais, de duração indeterminada e sede em São Paulo.

É o órgão de representação máxima dos estudantes de Medicina da Universidade Federal de São Paulo.

Reconhece o DCE-Unifesp e a DENEM como entidades legítimas em seus níveis de atuação, preservando sua autonomia, e reconhece o DCC-Unifesp como órgão científico-cultural legítimo dos estudantes.

Princípios

  • Estado de Direito.
  • Ensino público, estatal, gratuito, laico, de qualidade e acesso universal.
  • Ensino médico voltado às reais necessidades da população brasileira.
  • Independência em relação a movimentos de cunho estritamente partidário.
  • Defesa de um sistema público de saúde bem organizado em todos os níveis.
  • Democracia ampla, liberdade e equidade.

Finalidades

  • Representar seus membros e defender necessidades e direitos do corpo acadêmico.
  • Integrar estudantes ao movimento estudantil e lutar contra opressões e exploração.
  • Lutar por políticas de permanência estudantil e transformação do ensino médico.
  • Manifestar-se publicamente em nome dos estudantes.
  • Organizar atividades políticas, culturais, científicas e sociais.
  • Manter e procurar adequar uma sede.

Membros, direitos e deveres

São membros do CAPB todos os estudantes regularmente matriculados no curso de Medicina da UNIFESP.

Direitos incluem participar das atividades, assembleias, votar e ser votado, reunir-se, manifestar-se nas dependências do CAPB e acessar documentos.

Deveres incluem observar o Estatuto, fortalecer a entidade, zelar por seu patrimônio moral e material e comparecer às Assembleias Gerais.

Organização e eleições

As instâncias deliberativas, em ordem decrescente de poder, são Assembleia Geral, Reunião Ordinária e Gestão.

A Assembleia Geral é o órgão máximo. A Reunião Ordinária ocorre semanalmente no período letivo, com pautas coletadas previamente.

A Gestão funciona como colegiado, sem remuneração. Os cargos obrigatórios são Relações Externas, Relações Internas e Finanças; e os complementares incluem Comunicação, Política, Sociocultural e Intercâmbio.

As eleições são majoritárias, em chapas, com voto direto, facultativo, universal e secreto, mandato de um ano e comissão eleitoral de estudantes não candidatos.

Departamentos do CAPB

Comunicação

Cria condições para publicação de informações em redes sociais, site, Facebook e Instagram. Lida com atividades do CAPB, reuniões ordinárias, eventos de extensão, debates e informações históricas, socioculturais e científicas.

Também capta atas, organiza banco de dados por data e busca contato com mídias de outros CAs, associações e DENEM.

Política

Promove debate político entre estudantes, discute conjuntura dentro e fora da Unifesp e elabora formações e materiais.

Pensa temas a serem inseridos entre estudantes por meio de indicação de materiais, produções artístico-culturais, palestrantes e glossários políticos.

Relações Externas

Estabelece e mantém contato com entidades ligadas à atuação do CAPB em nível local, estadual e nacional.

Faz mediação com outros CAs, DCE, APG, SINTUNIFESP, ADUNIFESP, DENEM e centros acadêmicos de medicina do Brasil.

Relações Internas

Relaciona-se com estudantes e entidades administrativas nos níveis EPM, Campus São Paulo e reitoria.

Encaminha demandas estudantis, conversa com representantes discentes e leva assuntos para departamentos e Reuniões Ordinárias.

Grupo de Trabalho e continuidade do CAPB

Em momentos de esvaziamento ou ausência de chapas, o CAPB pode se reorganizar por meio de Grupo de Trabalho aberto, deliberado em assembleia de curso.

O GT tem como função garantir continuidade política e administrativa da entidade até novas eleições ou nova deliberação coletiva.

  • Direitos do GT: deliberar ações dos departamentos; presidir Reuniões Ordinárias e Assembleias.
  • Deveres do GT: retomar e manter ROs semanais com lista de presença; publicar atas e repasses; realizar reuniões de acompanhamento com relatório.
  • Deveres dos membros: participação regular nas atividades e reuniões previstas.